Um casal do Distrito Federal foi preso nesta quinta-feira (2) sob suspeita de vender remédio abortivo pela internet nos últimos três anos. A Polícia Civil do DF (PCDF) informou que as vendas eram realizadas por meio de redes sociais, com pelo menos 15 perfis utilizados para comercializar o medicamento em todo o país.
Detalhes da investigação
De acordo com as investigações, a mulher de 32 anos trabalhava como técnica de enfermagem em um hospital da rede pública do DF. Os policiais apuram se os remédios eram desviados da Secretaria de Saúde. Em postagens, o casal vendia o medicamento por R$ 100 e afirmava que a pílula "interrompe [a gravidez] na hora". Os nomes usados nas redes sociais eram falsos, segundo a polícia.
Apreensões e penas
Na operação, os agentes apreenderam 600 comprimidos do remédio, R$ 60 mil em espécie, dois carros de luxo e sete celulares. A Polícia Civil esclarece que o remédio comercializado tem venda proibida no Brasil, sendo de uso exclusivamente hospitalar e em casos previstos por lei. O casal deve responder por crime contra a saúde pública, com pena de até 15 anos de prisão.



