Um grave acidente de trabalho resultou na morte de um homem de 38 anos em Rio Claro, interior de São Paulo, na tarde de terça-feira (9). A vítima, identificada como Arnaldinho Rosa de Almeida, teve a cabeça presa em uma máquina em uma empresa localizada no distrito de Batovi. O caso ocorreu por volta das 16h30 e foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita.
Detalhes do acidente
De acordo com o boletim de ocorrência, funcionários relataram à Polícia Militar que a cabeça de Arnaldinho ficou presa entre a esteira de uma máquina e uma barra de ferro. Eles não souberam explicar como o acidente aconteceu. A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro do Estádio, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Científica realizou perícia no local para apurar as circunstâncias do acidente. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro.
Outros acidentes de trabalho na região
Este é o terceiro acidente de trabalho fatal registrado na região em apenas cinco dias. Na segunda-feira (8), um pedreiro de 70 anos, identificado como Antônio Aparecido Amâncio, morreu após ser atingido por uma cobertura durante a reforma de um portão social no Jardim Ana Paula, em Leme (SP). Segundo a Polícia Militar, o pedreiro estava trabalhando quando a estrutura que cobria o portão tombou e caiu sobre ele. O trabalhador não resistiu aos ferimentos.
No sábado (6), um jovem de 24 anos, Tales Porchat de Moura Ribeiro, também morreu em Leme em um grave acidente de trabalho. De acordo com a PM, Tales manobrava uma empilhadeira em uma empresa de reciclagem quando a máquina tombou sobre ele, causando uma lesão na coluna. Equipes do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência, mas o jovem não resistiu e morreu no local. Filho único, estudante de Direito e com muitos planos para o futuro, Tales era conhecido pelo jeito carinhoso e pela generosidade. Em entrevista ao g1, a mãe, a advogada Adriana Zaccariotto, afirmou que enfrenta uma 'dor dilacerante' com a perda do filho.



