Governo suspende vacinação contra a dengue após mortes suspeitas
Suspensa vacinação contra a dengue após mortes suspeitas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária do uso da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de duas mortes suspeitas entre os vacinados. Até o dia 30 de maio, foram aplicadas 500 mil doses do imunizante Butantan-DV.

Reações adversas e investigações

De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 42 casos de reações adversas severas, com sinais compatíveis com os da dengue grave. Entre esses casos, duas mortes estão sob investigação. Em Montes Claros, 26 pessoas, das 680 que receberam a vacina, apresentaram reações consideradas leves, como manchas na pele e dor muscular. Nenhum caso grave foi registrado na cidade.

Vacina Butantan-DV

A vacina Butantan-DV é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. O Ministério da Saúde reforçou que a suspensão é uma medida temporária e de segurança, e que há confiança nos estudos que comprovaram a eficácia e segurança do imunizante. A imunização de adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga (Takeda) continua normalmente nas unidades de saúde, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Orientações para vacinados

O Ministério da Saúde orienta que quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias deve fazer acompanhamento e ficar atento a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outros. Já os imunizados há mais de 21 dias podem ficar tranquilos, segundo o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

Posicionamento do Butantan

Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, suspendendo preventivamente a vacinação para reavaliação da estratégia vacinal. O médico infectologista Esper Kallás, diretor do instituto, afirmou: “Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível. Vamos trabalhar para obter dados e evidências suficientes que mostrem que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e possa ser retomada.”

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