O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (20) que o governo federal dará início a um estudo clínico com 250 pacientes para avaliar a incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é tratar casos de obesidade mórbida e problemas cardíacos associados ao excesso de peso.
Detalhes do estudo
O protocolo, segundo Padilha, definirá os critérios para a oferta dos medicamentos pelo sistema público. “Vamos avaliar a segurança, eficácia e custo-benefício dessas canetas para que possamos, se for o caso, incorporá-las ao SUS”, afirmou o ministro em entrevista coletiva. O estudo deve durar cerca de 12 meses e contará com pacientes de diferentes regiões do país.
Produção nacional e registro na Anvisa
Padilha destacou que o governo incentiva a produção nacional dos princípios ativos, com o objetivo de reduzir custos e garantir acesso amplo. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa pedidos de registro de 17 empresas para diferentes tipos de canetas emagrecedoras. “Queremos que o Brasil tenha capacidade de produzir esses medicamentos, evitando dependência externa”, completou.
Suspensão da vacina da dengue
Outro tema abordado pelo ministro foi a suspensão da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Padilha explicou que a decisão foi tomada por precaução, após a identificação de possíveis efeitos adversos em uma pequena parcela dos voluntários nos testes. “A segurança dos imunizantes é prioridade. Estamos aguardando os resultados completos dos estudos para tomar uma decisão definitiva”, disse.
O governo reforça que a vacinação contra a dengue continua com outros imunizantes disponíveis na rede pública. A expectativa é que o Butantan apresente novos dados em até seis meses.



