O Fundo Amazônia, após ser retomado em 2023, quadruplicou suas aprovações anuais, alcançando a marca de R$ 1,3 bilhão. Esse valor contrasta com os R$ 300 milhões aprovados anualmente entre 2009 e 2018. A iniciativa, que ficou inativa durante o governo Bolsonaro, agora conta com nove doadores internacionais.
Até o final de 2023, foram firmados R$ 2,4 bilhões em novos acordos. A média de projetos aprovados por ano cresceu 50%, beneficiando cerca de 650 organizações, além de diversas comunidades indígenas e quilombolas. O fundo tem como objetivo principal financiar ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal.
Com a retomada, o Fundo Amazônia retomou sua relevância como instrumento de cooperação internacional para a preservação ambiental. Os recursos são provenientes de doações de países como Noruega, Alemanha e Estados Unidos, entre outros. A gestão é feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que coordena a seleção e o acompanhamento dos projetos.
O aumento expressivo nas aprovações reflete o compromisso do novo governo com a agenda ambiental e a retomada da credibilidade internacional do Brasil nessa área. As comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, têm sido priorizadas nos projetos, que incluem iniciativas de manejo florestal, cadeias produtivas sustentáveis e fortalecimento de organizações locais.
Especialistas apontam que o Fundo Amazônia é essencial para o cumprimento das metas de redução do desmatamento e para a promoção do desenvolvimento sustentável na região. Com a ampliação dos doadores e dos recursos, espera-se que os resultados positivos se intensifiquem nos próximos anos.



