Um filhote de tamanduá-bandeira foi resgatado debilitado após passar cerca de três dias esperando pela mãe perto de um galinheiro, em uma fazenda às margens da MGC-455, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O animal foi levado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde chegou com hipoglicemia e hipotermia.
Resgate e primeiros cuidados
O resgate foi realizado pela Polícia Militar de Meio Ambiente no sábado (27), após a moradora da propriedade acionar a corporação. Segundo os militares, ela encontrou o filhote sozinho perto do galinheiro e esperou o retorno da mãe por cerca de três dias. Como o animal permaneceu sozinho durante todo esse período e não conseguiu se alimentar, ela pediu ajuda.
Os militares decidiram encaminhá-lo ao Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da UFU. O veterinário-chefe da unidade, Márcio Bandarra, informou que o tamanduá-bandeira pesa apenas 1,4 quilo e chegou ao hospital com hipoglicemia e hipotermia.
Recuperação do filhote
O filhote ficou internado durante todo o fim de semana e, na segunda-feira (29), apresentou melhora no quadro clínico. "Agora ele está estável e já ganhou 50 gramas desde que começou o tratamento", afirmou o veterinário. Ainda não se sabe o que aconteceu com a mãe do filhote. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, ela pode ter morrido após ser atropelada, atacada por cães ou em consequência de queimadas ilegais na região.
Destino do animal e importância ecológica
O filhote permanecerá sob os cuidados da equipe veterinária até que tenha condições de ser encaminhado para um local adequado. O tamanduá-bandeira é um dos símbolos do Cerrado brasileiro e está na lista de espécies ameaçadas de extinção no comércio internacional da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites). Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, preservar o tamanduá-bandeira é fundamental para manter o equilíbrio do bioma e a biodiversidade do Cerrado mineiro.



