O Museu de História Natural de Taubaté, no interior de São Paulo, abriga ossos verdadeiros de uma ave gigante pré-histórica, fósseis de dinossauros, animais empalhados e outras relíquias. Inaugurado oficialmente em julho de 2004, o espaço começou a ser formado décadas antes, a partir da descoberta de um fóssil em 1976 pelo pesquisador Herculano Alvarenga, que dá nome ao museu.
O fóssil encontrado no Vale do Paraíba pertence a uma ave extinta da família Phorusrhacidae, batizada como Paraphysornis brasiliensis e apelidada carinhosamente de Fisó. Conhecida como 'Ave do Terror', era carnívora, não voava, atingia cerca de dois metros de altura e pesava até 200 quilos, perseguindo presas por terra, à semelhança dos dinossauros terópodes.
A descoberta impulsionou a criação do museu, pois outros museus solicitaram réplicas do esqueleto original. Herculano realizou permutas com instituições do mundo todo, ampliando o acervo. Um exemplo é o crânio de T-Rex, obtido por meio de troca com o museu de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Atualmente, o museu conta com cerca de 2,5 mil itens em exposição e 17,5 mil exemplares na coleção científica, incluindo fósseis reais, réplicas, animais empalhados, pedras e rochas. Entre os itens exclusivos está o Taubatherium, um mamífero herbívoro que viveu na região há milhões de anos.
O museu recebe cerca de 50 visitantes por dia, oferecendo visitas guiadas e não guiadas para diferentes faixas etárias, incluindo grupos escolares. A equipe também realiza oficinas pedagógicas e recebe pesquisadores de outras cidades, estados e países para acesso à coleção científica, com o objetivo de propagar o conhecimento e traduzir a ciência para a população.



