Na madrugada desta terça-feira (9), uma coelha de estimação foi decisiva para salvar uma família durante um incêndio em uma residência na Rua Major Isidoro, no bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. O animal começou a agir de forma incomum, batendo e arranhando a porta do quarto, o que despertou os moradores e permitiu a fuga a tempo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), a ocorrência foi atendida durante a madrugada. A equipe utilizou cerca de 800 litros de água para controlar e extinguir o fogo no imóvel. Cinco pessoas estavam na casa no momento do incêndio: Miguel Mendes, de 63 anos, Natália França, de 38, Ingrid Magalhães, de 23, Miguel Antônio, de 19, e a bebê Maria Luíza Ribeiro, de nove meses. Apenas uma pessoa precisou de atendimento pré-hospitalar no local e foi liberada em seguida.
Comportamento incomum
O morador Miguel Mendes relatou que a coelha Nina, criada pela família há seis anos, costumava circular pela cozinha durante a noite e nunca havia apresentado comportamento semelhante. “Ela bateu uma vez, depois outra. Na terceira vez foi mais forte. Quando eu abri a porta, vi o fogo já no quarto do meu filho e na cozinha. Foi desespero”, contou. Segundo ele, o alerta feito pelo animal foi fundamental para que todos conseguissem sair da residência com segurança.
Após a saída da família, Nina desapareceu por alguns minutos, mas foi localizada pelos bombeiros em um beco próximo e devolvida aos donos. Miguel afirmou ainda que a coelha nunca havia demonstrado esse tipo de comportamento antes. “Ela só fazia isso quando faltava comida na vasilha. Fora isso, nunca tinha feito nada parecido”, disse.
Vínculo familiar
Emocionado, ele destacou o vínculo da família com o animal e afirmou que considera Nina parte essencial da casa. “Ela é tudo pra nós. Salvou a nossa vida, a vida da minha família. A gente acha até difícil de acreditar, mas foi ela que nos avisou de todo jeito”, afirmou. A família informou que Nina vive com eles há seis anos e também mantém interação próxima com a bebê de nove meses. Após o episódio, o morador disse que a relação com a coelha ficou ainda mais forte. “Se antes a gente já não imaginava viver sem ela, agora muito menos”, completou.



