O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos materiais críticos presentes em solo brasileiro. O tema foi debatido em encontro com representantes privados do setor, ocorrido nesta semana.
No encontro, Escobar demonstrou atenção à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que o governo brasileiro está elaborando, e às iniciativas parlamentares sobre o assunto. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o plano deve ser finalizado neste semestre.
Os representantes das empresas já percebem o interesse dos EUA nesses materiais desde o governo Biden. Em reunião semelhante há três meses, o mesmo tema foi tratado. Os materiais interessam aos americanos para diversos fins, inclusive para a indústria da defesa.
Os participantes privados não ouviram de Escobar uma ligação direta entre o interesse mineral e a negociação sobre o tarifaço anunciado por Donald Trump. Ainda assim, veem chance de o assunto entrar nas negociações sobre importações e exportações.
Representantes do setor lembram que a China restringiu a exportação de terras raras aos EUA durante tensões com a gestão Trump, mas depois recuou em um acordo comercial. Eles ressaltam que qualquer interesse americano deve ser tratado diretamente com o governo brasileiro, já que a União decide sobre o uso do subsolo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o setor minerário exporta apenas 3% para os EUA, mas importa mais de 20% em máquinas, mostrando superávit americano. O presidente Lula destacou a soberania do Brasil sobre seus recursos naturais, afirmando que 'aqui ninguém põe a mão'.



