Coelhos com 'tentáculos' na cabeça: infecção viral intriga EUA
Coelhos com 'tentáculos' na cabeça intrigam EUA

Dois novos relatos de coelhos com protuberâncias na cabeça, que lembram tentáculos, surgiram nos estados americanos de Minnesota e Wisconsin. As imagens viralizaram nas redes sociais, gerando curiosidade e preocupação. A condição é causada pelo vírus do papiloma de Shope, que provoca lesões e crescimentos anormais na pele dos animais.

O que causa os 'tentáculos'?

O vírus do papiloma de Shope é um patógeno específico de coelhos, transmitido principalmente por mosquitos e carrapatos. Ele induz a formação de papilomas, que são tumores benignos, mas que podem assumir formas bizarras, como chifres ou tentáculos. As protuberâncias geralmente aparecem na cabeça, pescoço e ombros.

De acordo com especialistas, o vírus não é transmissível a seres humanos nem a outros animais domésticos, como cães e gatos. No entanto, as autoridades de saúde recomendam que as pessoas mantenham distância de coelhos infectados e evitem tocar nas lesões, pois há risco de infecções secundárias.

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Onde os casos foram registrados?

Os avistamentos ocorreram em Minnesota e Wisconsin, ambos na região centro-oeste dos Estados Unidos. Moradores locais reportaram os animais a órgãos de controle de vida selvagem. Ainda não há confirmação oficial do número exato de coelhos afetados, mas acredita-se que sejam casos isolados.

O vírus do papiloma de Shope é endêmico em algumas populações de coelhos selvagens na América do Norte, e surtos esporádicos já foram documentados anteriormente. A condição geralmente não é letal, mas os tumores podem dificultar a alimentação e a visão dos animais, tornando-os mais vulneráveis a predadores.

Recomendações das autoridades

As agências de vida selvagem orientam que a população não tente capturar ou tratar os coelhos infectados por conta própria. Em vez disso, devem entrar em contato com órgãos ambientais locais. A transmissão entre coelhos ocorre por picadas de insetos, e não há vacina disponível para a doença.

Os casos recentes reacenderam o debate sobre a interação entre humanos e animais silvestres. Embora o vírus não represente risco direto à saúde humana, a aproximação excessiva pode estressar os animais e facilitar a propagação de outras enfermidades.

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