O funkeiro MC Ryan SP, solto na última quinta-feira (14) após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), negou envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em 24 meses. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, o artista afirmou que nunca participou de atividades ilícitas e que provará sua inocência.
Preso em 15 de abril na Operação Narco Fluxo, Ryan SP era apontado pela PF como líder de organização criminosa que lavava dinheiro de casas de apostas, rifas ilegais e tráfico de drogas. Ele ficou detido na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo, até a soltura. 'Eu não liderei nada disso. Não lavo dinheiro para o PCC, não lavo dinheiro para o Comando Vermelho. Eu faço as minhas publicidades, como todo mundo faz', declarou.
O cantor atribuiu as acusações à sua ostentação e ao hábito de mostrar publicamente seus bens. 'Tudo vai ser provado, tudo vai ser resolvido e lá na frente eu vou cantar o hino da vitória', disse. Ele afirmou que deseja apenas 'ficar em paz' e ser absolvido. Apesar da liberdade, Ryan SP terá de cumprir medidas cautelares, como não se ausentar da cidade por mais de cinco dias sem autorização judicial e não sair do país.
Na entrevista, o funkeiro descreveu os dias na prisão como os piores de sua vida, chorando ao lembrar da filha. 'Eu errei muito também, com a minha esposa, com a minha família. Eu chorava olhando as fotos da minha filha e falava: Deus, por que eu estou aqui?', relatou. A decisão do TRF-3 também beneficiou o MC Poze do Rodo, os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, e Diogo Santos de Almeida.
A investigação aponta que Ryan SP estruturou mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias a familiares e usando operadores financeiros para reinserir o capital ilícito na economia formal por meio de imóveis, veículos de luxo e joias. No despacho, a desembargadora destacou que a prisão preventiva não podia ser mantida sem elementos suficientes para denúncia, e a PF solicitou mais 90 dias para concluir as perícias.



