Deputado do Novo critica homenagem a Lula no Carnaval e aciona Justiça
Deputado do Novo critica homenagem a Lula no Carnaval e aciona Justiça

O Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista no domingo (15) com o enredo 'Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil'. Segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, 'houve propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público'.

O desfile foi alvo de pelo menos dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) nos dias anteriores ao Carnaval, movidas por partidos e parlamentares da oposição, que argumentaram que o enredo configurava propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou uma liminar que pedia a proibição do desfile na quinta-feira (12), mas alertou que condutas na avenida poderiam configurar crime eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, criticou o petista e disse que vai entrar com uma ação 'contra os crimes do PT na Sapucaí'. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que vai ingressar com uma ação de improbidade administrativa no Ministério Público e, se houver registro de candidatura de Lula, com uma ação na Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico.

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A primeira-dama, Janja da Silva, optou por não desfilar, ficando no camarote ao lado de Lula. Em nota, ela afirmou que tomou a decisão para evitar 'possíveis perseguições à escola de samba e ao presidente Lula', apesar de haver 'segurança jurídica para isso'.

O deputado federal Zucco (PL-RS) afirmou que o Carnaval 'não é palanque' e defendeu apuração sobre possível abuso político, uso de recursos públicos e desrespeito à liberdade religiosa, citando alegorias que, segundo ele, ridicularizaram adversários e valores cristãos. 'A oposição não se furtará ao seu papel constitucional de fiscalização e controle', disse.

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