PF rejeita segunda delação de Daniel Vorcaro no Caso Master
PF rejeita segunda delação de Daniel Vorcaro no Caso Master

A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

No mês passado, a PF já havia rejeitado uma primeira versão da delação. O acordo segue sendo negociado conjuntamente com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Investigadores reclamaram que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado e que a impressão era de que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.

A PF apreendeu mais de oito celulares de Vorcaro. A perícia inicial de parte desses telefones revelou que o esquema vai além de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

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No mês passado, após pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília, onde está submetido às regras internas para receber visitas de advogados. Antes, ele estava em uma sala estilo 'sala de Estado-maior', mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

Vorcaro havia sido transferido no dia 19 de março da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF. No dia anterior, seu advogado informou à PF sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação. No mesmo dia, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade. No início de maio, a defesa finalizou os anexos da delação e o material foi entregue em um pen drive.

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