O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, registrou sua candidatura para concorrer à indicação de seu partido para a eleição presidencial de 2027, buscando um terceiro mandato depois que aliados no Congresso alteraram a Constituição para permitir a reeleição por tempo indeterminado. A informação foi divulgada no domingo pelo líder do partido governista Nuevas Ideas, Xavi Zablah.
Bukele busca terceiro mandato após mudanças constitucionais
Bukele, que assumiu o cargo pela primeira vez em 2019, está cumprindo seu segundo mandato após mudanças legislativas terem aberto caminho para sua reeleição. Em dezembro, ele afirmou estar aberto a permanecer no cargo por mais uma década. A candidatura foi registrada juntamente com o vice-presidente Félix Ulloa, que também se inscreveu para concorrer a outro mandato ao lado de Bukele.
Primárias do partido em julho
“Estamos prontos”, escreveu Xavi Zablah, líder do Nuevas Ideas e primo do presidente, no X no final do domingo. Ambos devem participar das primárias do partido em 12 de julho, embora não se espere que enfrentem adversários. As eleições gerais de El Salvador estão marcadas para fevereiro do próximo ano.
Emenda constitucional encurtou mandato atual
Em julho passado, os aliados do partido governista no Congresso aprovaram uma emenda constitucional que encurtou o mandato atual de Bukele, que começou em 2024, e permitiu que ele concorresse novamente a um novo mandato de seis anos. Na mesma votação, os parlamentares aprovaram a reeleição presidencial por tempo indeterminado, removendo as restrições constitucionais que antes a impediam. Se eleito, Bukele permaneceria no cargo até 2033.
Popularidade de Bukele permanece alta
Bukele, que completará 45 anos em julho, continua muito popular e mantém bons índices nas pesquisas, em grande parte devido ao estado de emergência em vigor desde 2022, que levou a uma queda acentuada no número de homicídios. A segurança pública tem sido um dos principais pilares de seu governo, gerando apoio popular mesmo diante de críticas de organizações de direitos humanos sobre medidas autoritárias.



