Deputado Hélio Negão transfere título para Roraima e mira Senado em 2026
Hélio Negão transfere título para Roraima e mira Senado

O deputado federal Hélio Lopes (PL), conhecido como Hélio Negão e Hélio Bolsonaro, transferiu seu título de eleitor para Roraima e anunciou a intenção de disputar uma vaga no Senado pelo estado nas eleições de 2026. Em vídeos publicados nas redes sociais ao lado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro, ele afirmou contar com o apoio da família do ex-presidente Jair Bolsonaro na pré-candidatura.

Trajetória política e mudança para Roraima

Hélio Negão foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro em 2018, quando concorreu com o nome de urna “Helio Bolsonaro” e recebeu 345.234 votos. Foi reeleito em 2022. Agora, busca uma cadeira no Senado com votos de Roraima. “O Bolsonaro pediu para eu transferir o título para Roraima, uma amizade que temos de mais de 30 anos. Dizer que sou pré-candidato lá em Roraima representando o partido, o senhor, o pedido do Bolsonaro, da família Bolsonaro e dos parlamentares”, disse o pré-candidato em um dos vídeos.

Disputa pelo Senado em Roraima

Com a chegada de Hélio a Roraima, o PL deve ter dois nomes na disputa por uma vaga ao Senado. O outro é o deputado federal por Roraima, Nicoletti, que também afirma nas redes sociais contar com o apoio de Flávio Bolsonaro. Os dois bolsonaristas devem concorrer com outros pré-candidatos já anunciados, entre eles Tânia Soares, cunhada do ex-governador Antonio Denarium (PP); a deputada federal Helena Lima (PSD); a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita (MDB); o médico Mauro Asato (Democracia Cristã); o artista indígena Bartô Macuxi (PSOL); e Mário Rocha (PSOL). O senador Chico Rodrigues (PSB) também deve tentar a reeleição.

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Relação com Bolsonaro e atuação política

Apoiador e amigo do ex-presidente, Hélio Lopes nasceu em Queimados em 28 de março de 1969, filho de uma empregada doméstica e de um pedreiro. Aos 22 anos, em 1991, foi aprovado em concurso para sargento do Exército, onde conheceu Jair Bolsonaro, que mais tarde o chamou de “irmão que a vida me deu”. Durante o primeiro mandato, participou de viagens oficiais com o então presidente e atuou em comissões como a de Relações Exteriores e a de Defesa Nacional. Em julho de 2024, Hélio tentou acampar em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, mas foi barrado por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O deputado havia instalado uma barraca no local para protestar contra decisões da Corte.

Posicionamentos e controvérsias

Hélio se diz representante dos “pretos de direita” e já se posicionou em suas redes sociais como contrário às cotas raciais nas universidades públicas, apoiando apenas cotas sociais. “Segrega as pessoas”, justificou. O deputado afirma que teve a “sorte” de nunca ter sofrido preconceito. Durante a campanha de 2018, o presidente Bolsonaro costumava se referir ao amigo “Helio Negão” para dizer que não era preconceituoso. Em 2023, a 2ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou Hélio a indenizar em R$ 50 mil os irmãos Luccas e Felipe Neto, em processo por dano moral iniciado por postagens que relacionavam o trabalho dos irmãos Neto à pedofilia.

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