A enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão, viúva do tenente da Polícia Militar de Goiás Danilo Lopes Negrão, agradeceu publicamente pelo apoio recebido após compartilhar sua história. Danilo morreu aos 41 anos, vítima de um vício em apostas on-line que começou durante a Copa do Mundo de 2022 e resultou em uma dívida de quase R$ 1 milhão.
Repercussão do vídeo e mensagens de apoio
Em vídeo publicado no dia 22 de junho, Raquel relatou o sofrimento da família e alertou sobre os perigos das bets. “Não imaginei que o meu vídeo fosse repercutir tanto dessa forma, mas a intenção é ajudar e alertar as pessoas, porque eu creio que a gente está aqui é para isso. Se eu tiver ajudado uma pessoa que seja, com o meu alerta, com o meu vídeo, eu já vou ficar muito feliz”, disse ela. Após a publicação, a enfermeira passou a primeira noite respondendo a dezenas de mensagens de pessoas que enfrentam problemas semelhantes com o vício em apostas.
O início do vício e o endividamento
Segundo Raquel, Danilo começou a apostar durante os jogos da Copa do Mundo de 2022, em dezembro. Inicialmente, ele obteve ganhos, mas depois passou a perder grandes quantias e recorreu a empréstimos para continuar apostando. “Tudo o que ele ganhava ele já jogava ali de imediato. Foi muito dinheiro”, relatou. A dívida acumulada chegou a quase R$ 1 milhão.
Sinais do vício e tentativas de ajuda
Os primeiros sinais do vício apareceram quando o tenente começou a apresentar ansiedade e depressão. A família buscou acompanhamento médico e psicológico, além de oferecer acolhimento. “A família tentou ajudar de uma certa forma, todo mundo acolheu, porque ele teve essa facilidade de contar à família o que ele estava passando. A gente tentou ajudar ele a sair desse vício”, relembrou a viúva. Danilo e Raquel tiveram uma filha, que hoje tem 8 anos.
Alerta e legado
No vídeo que viralizou, Raquel fez um apelo direto: “Não joguem, não joguem com consciência, não joguem pouco, não joguem muito, não joguem nada. Esse jogo não vai te levar para lugar nenhum”. Ela descreveu o marido como “uma pessoa admirável, um homem incrível, um homem honrado, um homem provedor, um homem trabalhador, honesto”. A intenção da enfermeira é que sua história sirva de alerta para outras famílias e evite novas tragédias.



