O vereador Senival Pereira de Moura (PT), líder do partido na Câmara Municipal de São Paulo, foi preso na manhã desta quarta-feira (26) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que apura sua suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação aponta Moura como figura central de um esquema de lavagem de dinheiro que teria desviado pelo menos R$ 15 milhões dos cofres públicos para a facção criminosa.
Esquema envolvia empresa de transporte e operadores do PCC
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o esquema era operado por meio da Transunião Transportes, empresa que prestava serviços à Câmara Municipal. Moura é acusado de usar sua influência política para direcionar contratos à empresa, que posteriormente repassava parte dos valores ao PCC. O suposto braço direito do vereador, Leonel Martins, também foi preso e é apontado como intermediário das transações ilegais.
A polícia identificou que os recursos desviados abasteciam atividades do PCC, incluindo a compra de armas e o financiamento de rebeliões em presídios. Segundo o promotor José Carlos Cosenzo, “as investigações revelaram um vínculo direto entre Moura e os principais operadores financeiros da facção”.
Defesa nega acusações e PT acompanha caso
A defesa de Senival Moura afirmou em nota que “todas as acusações são infundadas e que o vereador sempre agiu dentro da lei”. O PT, por sua vez, informou que está acompanhando o caso e que aguardará o devido processo legal, mas já anunciou que abrirá uma sindicância interna para apurar a conduta do parlamentar.
A operação desta quarta-feira cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e três prisões temporárias, incluindo a de Moura e de Leonel Martins. A Câmara Municipal de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre a prisão do líder do PT.



