Vereador preso por ligação com PCC deixa o PT em SP
Vereador preso por ligação com PCC deixa o PT em SP

O vereador Senival Pereira de Moura, preso em uma operação que investiga ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), anunciou sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo. A decisão foi tomada para que ele possa se concentrar em sua defesa judicial, após ser apontado como figura central em um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado em favor da facção criminosa.

Acusações e investigação

Senival Moura, que era líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, foi preso preventivamente sob a acusação de liderar um esquema de lavagem de dinheiro por meio da empresa Transunião Transportes. De acordo com as investigações, a empresa seria usada para operacionalizar recursos destinados ao PCC. Documentos apreendidos e mensagens trocadas entre os envolvidos reforçam o vínculo do vereador com a facção, segundo a polícia.

Reação do PT

O PT informou que acompanha o caso de perto e já acionou sua Comissão de Ética para avaliar a conduta do ex-filiado. A legenda destacou que a saída de Moura foi voluntária e que o partido repudia qualquer envolvimento com atividades criminosas. Ainda não há decisão sobre possíveis sanções internas, mas a Comissão de Ética deve se reunir nos próximos dias para deliberar.

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Impacto na Câmara Municipal

Com a saída do PT, Senival Moura perde o cargo de líder da bancada petista na Câmara Municipal. A presidência da Casa ainda não se manifestou oficialmente sobre o afastamento do vereador, mas a expectativa é que ele permaneça preso enquanto a investigação prossegue. O caso gerou repercussão política, com parlamentares de diferentes partidos cobrando transparência e rigor na apuração.

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