Vício em apostas: repetindo os erros do tabaco
Vício em apostas: repetindo os erros do tabaco

O colunista Leo Aversa, em sua coluna no Rio, traça um paralelo entre o vício em jogos de azar e a tragédia histórica do tabaco. Ele questiona se a sociedade brasileira está repetindo os mesmos erros, permitindo que celebridades e influenciadores promovam apostas de forma irresponsável, enquanto o governo e o Congresso permanecem inertes.

Celebridades lucram com apostas enquanto famílias sofrem

Aversa aponta que diversas celebridades e influencers, já financeiramente abastados, incentivam seguidores a apostar em jogos de azar, muitas vezes sem alertar sobre os riscos. Essa prática, segundo ele, é comparável à antiga promoção do tabaco, que durante décadas foi associada a status e sucesso, enquanto os danos à saúde eram minimizados.

O colunista destaca que o vício em apostas já está devastando famílias, com relatos de endividamento e desestruturação familiar. No entanto, falta uma regulamentação efetiva por parte do governo e do Congresso Nacional, que poderiam impor limites à publicidade e oferecer suporte aos dependentes.

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Inação do governo e do Congresso agrava o problema

Segundo a coluna, a ausência de uma legislação clara permite que o mercado de apostas cresça desordenadamente, sem mecanismos de proteção ao consumidor. Aversa critica a lentidão das autoridades em reconhecer o problema, comparando-a à demora em reagir contra o cigarro.

Ele alerta: “Quantas famílias falidas serão necessárias para dar um basta nessa situação?” A pergunta retórica ecoa a preocupação de que, assim como no caso do tabaco, levará décadas para que a sociedade reconheça a gravidade do vício em jogos de azar.

Aposta que vai dar ruim: um alerta para o futuro

O colunista conclui que, sem uma ação imediata, o Brasil pode enfrentar uma epidemia de dependência em apostas, com consequências sociais e econômicas profundas. Ele sugere que a regulamentação deve incluir restrições à publicidade, campanhas de conscientização e tratamento para os viciados, evitando que o erro do tabaco se repita.

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