A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a Operação Galho Fraco II, terceira fase da Operação Rent a Car, que investiga o desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) para o aluguel de veículos. Agentes cumprem ordens autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.
Tentativas de ocultação de provas
Segundo a PF, a nova fase tem como foco principal a tentativa de ocultação de provas por parte dos investigados. As investigações anteriores apontaram irregularidades em contratos de locação de veículos, com indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Antecedentes da operação
A Operação Rent a Car foi iniciada em 2025, quando foram cumpridos mandados contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Na ocasião, a PF apontou que os parlamentares teriam utilizado recursos da CEAP para pagar aluguéis de veículos que não eram efetivamente utilizados ou que eram superfaturados.
As investigações indicam que o esquema envolvia a apresentação de notas fiscais falsas e a intermediação de empresas de fachada para justificar os gastos. O valor total desviado ainda está sendo calculado, mas estima-se que ultrapasse R$ 1 milhão.
Impacto e próximos passos
A Operação Galho Fraco II representa um aprofundamento das apurações, buscando identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados. A PF alerta que novas fases podem ocorrer à medida que as investigações avançam. A Câmara dos Deputados informou que acompanha o caso e colabora com as autoridades.



