Mulher de 37 anos que fingiu ser criança por 14 meses é presa em SC
Mulher de 37 anos que fingiu ser criança é presa em SC (05.06.2026)

Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina após enganar uma família durante 14 meses, fingindo ser uma adolescente de apenas 12 anos. Amanda Maria Souza de Oliveira, que se apresentava como Gabriele, foi detida na quarta-feira (3) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Como a farsa foi mantida

Para sustentar o disfarce, Amanda utilizava chupetas e mamadeiras, além de alegar falsamente ter autismo e sequelas de tratamentos hormonais forçados na infância, que supostamente a faziam parecer mais velha, segundo a Polícia Civil. Ela também afinava a voz, simulava crises de pânico à noite e forjava comportamentos infantilizados para conseguir atenção.

O esquema de aproximação

A aproximação com a família de Joinville começou com a intermediação de um pastor de igreja local. Inicialmente, Amanda disse ter 18 anos, experiência em panificação e buscar emprego. Com o tempo, passou a relatar graves problemas de saúde e dificuldades financeiras, sensibilizando a família, que a acolheu em casa. Depois de conquistar confiança, mudou a narrativa, afirmando ter 11 anos e ser vítima de abusos.

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Descoberta do golpe

O casal só procurou a polícia após a denúncia de uma parente que desconfiou da história. Ela pesquisou na internet e encontrou casos semelhantes no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi. A Polícia Civil de Santa Catarina descobriu que Amanda é reincidente, com registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Reincidência em outros estados

Em Nova Iguaçu (RJ), onde chegou a ser presa, Amanda conseguiu sensibilizar a coordenadora de um projeto social, Viviane Henriques. Para dar credibilidade à personagem, ela estudava características infantis e pesquisava como se comportar como autista e como fazer desenhos que indicassem abuso sexual.

Defesa e exames

O defensor dativo nomeado para Amanda solicitou exame de sanidade mental, que foi acolhido pela Justiça. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica para esclarecer as circunstâncias do caso. A investigada permanece presa preventivamente à disposição da Justiça.

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