Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que descarte falta grave por arma
Defesa de Bolsonaro pede descarte de falta grave por arma

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (27) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que seja descartada a hipótese de falta grave relacionada à posse de uma arma de fogo encontrada em sua residência. O objetivo é manter a prisão domiciliar humanitária concedida anteriormente.

Argumentos da defesa

Os advogados de Bolsonaro sustentam que a pistola apreendida era legalmente registrada, estava inoperante e foi retirada do domicílio apenas para reparo técnico. Segundo a petição, não houve qualquer tentativa de ocultação ou adulteração do armamento, e não existia ordem judicial que determinasse a apreensão do objeto.

“A arma em questão possui registro regular, encontrava-se inoperante e foi levada para conserto, sem qualquer intuito de ocultação ou descumprimento de determinação judicial”, afirmam os defensores no documento enviado ao STF.

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Contexto da prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 22 de junho, após decisão de Moraes. A medida foi adotada por razões de saúde, mas a defesa teme que a suposta falta grave relacionada à arma possa levar à revogação do benefício e ao retorno do ex-presidente ao regime fechado.

A apreensão da pistola ocorreu durante uma fiscalização de rotina na residência de Bolsonaro, em Brasília. Agentes encontraram o armamento em um armário, mas, de acordo com a defesa, não havia qualquer ilegalidade, já que a arma estava registrada em nome do ex-presidente e não funcionava.

Próximos passos

Cabe agora a Alexandre de Moraes analisar o pedido e decidir se acata ou não os argumentos da defesa. Caso o ministro entenda que houve falta grave, Bolsonaro poderá perder o direito à prisão domiciliar e ser recolhido ao presídio.

A decisão de Moraes é aguardada com expectativa pelos advogados, que confiam na procedência do pedido. “Não há qualquer elemento que justifique a caracterização de falta grave. A defesa confia que o ministro apreciará os fatos com a devida técnica jurídica”, concluem os representantes legais.

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