Brasileiro sancionado pelos EUA por ligação com PCC já foi condenado no Brasil
Brasileiro sancionado pelos EUA por ligação com PCC

Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário brasileiro sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por suposto vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), já foi condenado no Brasil por integrar um esquema bilionário de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o Banco Votorantim. As sanções americanas, anunciadas em janeiro de 2026, também atingem empresas brasileiras e uma portuguesa ligadas a Shimada, ampliando o alcance das investigações sobre lavagem internacional de dinheiro.

Condenação anterior no Brasil

Shimada foi condenado pela Justiça brasileira por participar de um esquema que desviou milhões de reais do Banco Votorantim por meio de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A condenação, ainda em fase de recursos, o coloca como peça-chave em uma rede de crimes financeiros que atravessa fronteiras. Além disso, ele é réu em um caso de corrupção, furto e lavagem de dinheiro envolvendo o Corinthians e a empresa de apostas Vai de Bet, conhecido como caso Vai de Bet e Corinthians.

Operação Retorno Velado

Em dezembro de 2024, a Polícia Federal deflagrou a Operação Retorno Velado, que prendeu Shimada e outros investigados. A operação apurou crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações revelaram que Shimada mantinha contatos com integrantes do PCC e utilizava empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos nacional e internacionalmente.

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Sanções dos EUA

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a Shimada e a empresas sob seu controle, incluindo a brasileira SS Administração de Bens e a portuguesa Shimada & Shimada Lda. As sanções congelam ativos nos EUA e proíbem transações com cidadãos americanos. Segundo o Tesouro, Shimada atuava como operador financeiro do PCC, facilitando a lavagem de dinheiro para a facção criminosa.

Impacto das sanções

As medidas americanas representam um duro golpe nas operações financeiras do PCC, que há anos expande sua atuação internacional. Especialistas apontam que a inclusão de empresas portuguesas indica a capilaridade da rede de lavagem de dinheiro. A defesa de Shimada ainda não se manifestou sobre as sanções.

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