A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual afirma ter sido "apunhalada" e humilhada por Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No relato, Michelle descreve episódios ocorridos após um evento político no Ceará, no fim de 2024, quando criticou a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB), que havia chamado Bolsonaro e seus filhos de corruptos.
Contexto da briga familiar
Segundo Michelle, durante o trajeto de volta do Ceará, ela se deparou com postagens de Flávio nas redes sociais que a atacavam duramente, defendendo o deputado André Fernandes e apoiando a aliança com Ciro. "Palavras duras, tão agressivo, defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos", afirmou. Ela notou que os irmãos de Flávio publicaram textos semelhantes, o que considerou "premeditado".
Tentativa de diálogo frustrada
Michelle disse que tentou ligar para Flávio antes das postagens, mas ele não atendeu. Horas depois, ele retornou a ligação, mas o tom foi agressivo. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele", relatou. Na conversa, Flávio teria sugerido que ela se mantivesse fora das decisões do partido, afirmando que ela "havia chegado ontem e não entendia nada de política".
Humilhação e recolhimento político
Diante da humilhação, Michelle decidiu se recolher. "Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou", afirmou. Apesar disso, ela diz ter abençoado a pré-candidatura de Flávio nas redes sociais, mesmo após os ataques. "Mesmo depois de todas essas coisas, eu abençoei a escolha do Jair e a pré-candidatura do Flávio."
Relação atual e críticas a Ciro
Michelle revelou que ela e Flávio não se falam, embora ele vá à sua casa toda semana. "Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado." Ela também criticou a aliança com Ciro Gomes, responsabilizando-o pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro. "Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável." Defendeu que alianças com a esquerda ocorram apenas no segundo turno, para preservar a coerência dos valores da direita.
Negativa de condicionar apoio
Michelle negou que tenha exigido desculpas públicas de Flávio para apoiá-lo. "Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo", concluiu.



