A Câmara dos Deputados votará, na última semana de junho, um projeto de lei que endurece as punições para crimes contra mulheres cometidos em ambientes digitais e redefine o conceito de misoginia. O texto, coordenado pela deputada Tábata Amaral, estava previsto para ser votado nesta semana, mas foi adiado para permitir ajustes após debates parlamentares.
Objetivo do projeto
A proposta busca incluir a misoginia na Lei de Racismo, aumentando as penas para ofensas motivadas pela condição feminina. Atualmente, a legislação brasileira não trata especificamente da misoginia como crime autônomo, o que deixa lacunas na proteção das mulheres. O projeto visa preencher essas lacunas, garantindo punições mais severas para crimes como discurso de ódio, ameaças e difamação contra mulheres na internet.
Debates e ajustes
O texto foi ajustado após discussões entre deputados de diferentes correntes ideológicas. A relatora, Tábata Amaral, destacou a importância de unir forças para combater a violência de gênero no ambiente digital. "Precisamos de uma resposta clara do Estado para proteger as mulheres que sofrem ataques online", afirmou a deputada.
Próximos passos
Se aprovado na Câmara, o projeto seguirá para o Senado. A expectativa é que a votação ocorra na última semana de junho, antes do recesso parlamentar. Caso seja sancionado, o Brasil terá uma das legislações mais rigorosas do mundo contra a misoginia digital.



