O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Em entrevista, Wagner afirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro, ex-sócio do banco, em duas ocasiões e que, se houver uma delação premiada, considera positivo.
Investigação e declarações
A operação da PF apura supostos pagamentos de propina e lavagem de dinheiro por meio de contratos entre o Banco Master e empresas ligadas ao senador. Wagner nega qualquer envolvimento ilícito e atribui o escândalo a falhas na fiscalização do Banco Central. Ele criticou reportagens que ligaram seu nome ao caso e anunciou que processará a revista Veja por uma "guerra de narrativas".
Encontros com Vorcaro
Wagner confirmou que esteve com Vorcaro duas vezes, mas disse que os encontros foram públicos e trataram de assuntos institucionais. "Se ele delatar, acho ótimo. A verdade virá à tona", declarou o senador, demonstrando confiança na sua inocência.
Repercussão política
A oposição já pediu o afastamento de Wagner da liderança do governo, mas aliados defendem sua permanência. O caso abriu nova crise no governo Lula, que enfrenta pressão por maior transparência. O Banco Central, por sua vez, afirmou que colabora com as investigações e que já adotou medidas para aprimorar a supervisão bancária.
Wagner concluiu dizendo que está tranquilo e que a operação é uma tentativa de desgastar sua imagem. "Não tenho nada a esconder. Quem deve, que pague", afirmou.



