O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência da República. Apesar da aliança nacional, Kassab mantém o apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, sinalizando uma estratégia de conciliação entre os dois polos políticos.
Reaproximação após meses de distanciamento
Kassab e Tarcísio estavam afastados desde o início do ano, quando o PSD lançou a pré-candidatura de Caiado, gerando tensão com o Republicanos, que apoia a reeleição de Tarcísio. No último fim de semana, os dois líderes se reuniram em São Paulo para alinhar posições. O encontro resultou em um acordo: Kassab participará da convenção do PSD marcada para o fim de julho, onde a chapa presidencial será oficializada.
Chapa presidencial e apoio estadual
Durante a reunião, Kassab sugeriu a fórmula "Caiado presidente, Tarcísio governador", indicando que o PSD não lançará candidato próprio ao governo paulista. A declaração foi vista como um gesto de apoio indireto a Tarcísio, que busca a reeleição. Em contrapartida, Tarcísio deverá participar da convenção do PSD, demonstrando unidade partidária.
"O PSD tem compromisso com o desenvolvimento do Brasil e de São Paulo. Apoiamos Caiado para presidente e Tarcísio para governador. Essa é a melhor aliança para o país", afirmou Kassab, segundo assessoria.
Impacto na corrida eleitoral
A decisão fortalece a candidatura de Caiado, que ganha um vice experiente e com capilaridade nacional. Para Tarcísio, o apoio do PSD pode ampliar sua base eleitoral, especialmente em cidades do interior onde o partido tem prefeitos. A aliança, no entanto, não elimina completamente as divergências: parte do PSD paulista ainda defende candidatura própria ao governo.
Analistas apontam que a estratégia de Kassab visa equilibrar os interesses do partido em nível nacional e estadual, evitando rachas internos. A convenção do PSD em São Paulo, prevista para o dia 30 de julho, deve consolidar o acordo.



