As chamadas 'bondades' do governo Lula chegaram a R$ 215 bilhões neste ano eleitoral, mas 96% desses gastos ficam fora do arcabouço fiscal, segundo análise do economista Marcos Mendes, pesquisador do Insper e ex-assessor do Ministério da Fazenda no governo Michel Temer.
Expansão fiscal preocupa economistas
De acordo com Mendes, o rombo maior aparece no crescimento da dívida pública. A expansão fiscal de R$ 215 bilhões no governo Lula preocupa economistas, pois apenas 4% desses gastos se enquadram no arcabouço fiscal. A maior parte ocorre por vias financeiras e extraorçamentárias, desafiando o teto de gastos.
Impacto na dívida pública
O especialista alerta que o crescimento da dívida pode exigir ajustes futuros. As medidas econômicas, que incluem linhas de crédito e outros benefícios, geram preocupação sobre a sustentabilidade fiscal do país.
O presidente Lula, por exemplo, lançou recentemente uma linha de crédito para motoristas de aplicativo, uma das várias iniciativas que compõem o pacote de R$ 215 bilhões. A maioria desses gastos não está sujeita às regras do arcabouço fiscal, o que aumenta o risco de descontrole das contas públicas.



