Senador critica tarifaço e alega uso político por Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em Washington para tentar reverter as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil durante o governo Trump. Em audiência com representantes do órgão americano responsável pela política comercial, ele defendeu que as medidas sejam revogadas, argumentando que o tema vem sendo usado politicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“As tarifas se transformaram em um ativo político para Lula”, afirmou o senador. Segundo ele, em vez de pressionar o governo brasileiro, as barreiras comerciais fortalecem a narrativa de Lula contra os EUA e dificultam a aproximação entre brasileiros que desejam laços mais fortes com o país norte-americano.
Impactos econômicos e políticos
Flávio Bolsonaro destacou que as tarifas prejudicam tanto a economia americana quanto os brasileiros que buscam uma relação comercial mais estreita com os Estados Unidos. Ele citou dados do setor industrial brasileiro que apontam perda de competitividade e aumento de custos para exportadores.
“Não é justo que o povo brasileiro pague por uma disputa política. As tarifas não atingem o governo, atingem o cidadão comum e o empresário que quer investir”, declarou.
Contexto das tarifas
As tarifas foram impostas pelo governo Trump como parte de uma política protecionista, atingindo produtos como aço e alumínio brasileiros. Desde então, o Brasil busca negociar a suspensão das medidas, mas sem sucesso até o momento. A gestão Lula tem criticado as barreiras e buscado apoio em fóruns internacionais.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tenta se desvencilhar do tarifaço associado ao governo Trump, com quem seu pai, Jair Bolsonaro, manteve relação próxima. O senador argumenta que a manutenção das tarifas é um erro estratégico dos EUA e que beneficia indiretamente Lula.
Próximos passos
O senador deve se reunir com parlamentares americanos e representantes do setor produtivo nos próximos dias para ampliar a pressão pela revogação. Ele espera que a audiência em Washington gere um relatório favorável à suspensão das tarifas.
“Vamos continuar trabalhando para mostrar que o Brasil não é inimigo dos EUA, e que as tarifas só atrapalham a parceria que queremos construir”, concluiu.



