Flávio Bolsonaro esvazia comissão de segurança e foca em campanha presidencial
Flávio Bolsonaro esvazia comissão de segurança e foca em campanha

O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, tem colocado a segurança pública como tema central de sua pré-campanha presidencial. No entanto, durante seu mandato no Senado, o parlamentar se distanciou desse foco, presidindo uma comissão esvaziada e sem protagonismo em projetos da área.

Comissão de Segurança Pública esvaziada

Desde 2025, Flávio Bolsonaro preside a Comissão de Segurança Pública do Senado. Em 2026, das sete reuniões realizadas pelo colegiado, o senador participou de apenas uma. A comissão não aprovou iniciativas relevantes no período, o que contrasta com a ênfase dada ao tema na campanha eleitoral.

Atuação discreta no mandato

Apesar de ter se posicionado publicamente sobre assuntos como a redução da maioridade penal, a atuação legislativa de Flávio Bolsonaro tem sido discreta. O parlamentar não apresentou projetos de lei de impacto na área de segurança e manteve baixo perfil nas discussões do colegiado.

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A oposição tem usado esse distanciamento para criticar o pré-candidato. Para adversários políticos, a postura revela que a segurança pública é usada como tema de campanha, mas sem compromisso efetivo com a agenda legislativa.

Reunião única em 2026

A única reunião da comissão da qual Flávio Bolsonaro participou em 2026 ocorreu em fevereiro. Desde então, o senador esteve ausente dos encontros seguintes, o que gerou questionamentos sobre sua dedicação ao colegiado que preside.

A assessoria do senador não comentou as ausências, mas aliados afirmam que ele tem se dedicado à pré-campanha presidencial, que exige viagens e eventos pelo país.

Protagonismo ausente

Flávio Bolsonaro também ficou longe do protagonismo em projetos de segurança pública que tramitam no Senado. Mesmo sendo presidente da comissão temática, não articulou a aprovação de propostas como o pacote anticrime ou mudanças no Estatuto do Desarmamento.

Enquanto isso, outros senadores têm assumido a liderança em debates sobre o tema, como a redução da maioridade penal e o endurecimento de penas para crimes violentos.

A situação coloca em xeque a centralidade da segurança na campanha de Flávio Bolsonaro. Para analistas, a falta de atuação prática pode ser explorada pelos adversários como sinal de incoerência.

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