O envolvimento do líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner, e do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, com o caso Master teve repercussões bastante distintas nas redes sociais. Enquanto as trocas de mensagens de Bolsonaro com Daniel Vorcaro geraram 360 mil posts, as menções a Wagner somaram apenas 181,6 mil publicações, ou seja, exatamente a metade.
Análise do Instituto Democracia em Xeque
De acordo com o Instituto Democracia em Xeque, as postagens sobre Jaques Wagner concentraram-se em suas relações com o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, além de supostas vantagens indevidas obtidas por meio do caso Master. Já no caso de Flávio Bolsonaro, o teor das mensagens era mais amplo, envolvendo críticas diretas à sua conduta e questionamentos sobre sua pré-candidatura.
Reações políticas
A oposição aproveitou o episódio para atacar o Partido dos Trabalhadores (PT), associando Wagner a práticas de corrupção. Em contrapartida, o governo federal destacou a autonomia da Polícia Federal na condução das investigações, evitando comentários mais incisivos sobre o caso.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 18 de junho de 2026, monitorando as principais plataformas de redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. Os dados revelam que, apesar de ambos os políticos estarem envolvidos no mesmo escândalo, a exposição midiática e o engajamento digital foram significativamente diferentes.
Especialistas em comunicação política apontam que a diferença pode ser atribuída ao fato de Flávio Bolsonaro ser figura mais polarizadora e com maior presença digital, enquanto Jaques Wagner, embora ocupe cargo de destaque no Senado, tem perfil mais discreto nas redes.



