Arma de Bolsonaro é apreendida em blitz no DF com militar do GSI
Arma de Bolsonaro apreendida em blitz no DF com militar do GSI

Uma blitz de rotina no Distrito Federal resultou na apreensão de uma pistola atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava em posse de um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O caso foi comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a execução da pena de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Detalhes da apreensão

A abordagem ocorreu durante uma fiscalização de trânsito na região central de Brasília. Segundo a polícia do DF, o sargento do GSI conduzia um veículo quando foi parado. Durante a vistoria, os agentes encontraram uma pistola que, após verificação, foi identificada como pertencente ao ex-presidente. O militar alegou que a arma estava com ele para reparos, mas não apresentou documentação que comprovasse a posse legal ou a autorização para transporte.

Contradições no depoimento

De acordo com fontes policiais, o relato do sargento apresentou contradições. Inicialmente, ele afirmou que a arma era sua, mas depois disse que a estava levando para um amigo. A falta de documentação e as inconsistências levaram os agentes a apreender o armamento. A polícia instaurou um inquérito para apurar a origem e o destino da pistola.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Repercussão no STF

O ministro Alexandre de Moraes foi informado sobre a apreensão e deve analisar o caso nos próximos dias. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente. Especialistas apontam que o episódio pode complicar ainda mais a situação jurídica do ex-presidente, que já cumpre prisão domiciliar. A posse de arma de fogo por condenados é proibida, e a transferência a terceiros sem autorização pode configurar novo crime.

Contexto jurídico

Bolsonaro foi condenado em 2024 por tentativa de golpe de Estado, após investigações que apontaram sua participação em articulações para desestabilizar o resultado das eleições de 2022. A pena inclui prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A apreensão da arma levanta suspeitas sobre o cumprimento das restrições impostas pela Justiça.

A polícia do DF continua as investigações para esclarecer como a arma chegou às mãos do sargento e se houve envolvimento de outras pessoas. O GSI, por sua vez, informou que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta do militar. O caso segue sob sigilo judicial.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar