Depois de barrar o árbitro Omar Artan, da Somália, o governo Trump se manifestou sobre as restrições à entrada de estrangeiros nos Estados Unidos. Às vésperas da Copa do Mundo, a decisão gerou repercussão internacional. Nesta quarta-feira (10), o presidente Donald Trump comentou o caso durante entrevista coletiva no Salão Oval.
Declarações de Trump
Um repórter questionou Trump sobre a dificuldade de conseguir vistos para os EUA durante a Copa. O presidente respondeu: "Estamos trabalhando para nos certificarmos de que só as pessoas certas entrem no país". A fala ocorre após o juiz Omar Artan, primeiro somali convocado para uma Copa, ser deportado no fim de semana.
Caso Omar Artan
Artan foi detido no aeroporto de Miami e interrogado por 11 horas por agentes de imigração. Uma autoridade da Casa Branca afirmou que ele foi impedido de entrar por "ter conexões com pessoas suspeitas de pertencerem a organizações terroristas". A mesma fonte declarou que "o governo Trump não vai permitir que nenhuma ameaça entre no país".
O juiz, em entrevista ao jornal The New York Times, revelou que foi perguntado se conhecia integrantes do grupo terrorista Al Shabab. Ele respondeu que não sabia nada sobre o grupo. Artan chegou a Mogadíscio nesta quarta-feira e foi recebido como herói no principal estádio da capital somali.
Reações
O governo da Somália afirmou que pedirá esclarecimentos aos Estados Unidos e declarou que os somalis têm orgulho das suas conquistas. Artan, por sua vez, classificou o ocorrido como um incidente infeliz, desejou sucesso aos árbitros da Copa e disse que espera participar do próximo mundial.
Contexto
O caso reacendeu o debate sobre as políticas migratórias do governo Trump, que já havia imposto restrições a cidadãos de vários países, incluindo a Somália. A Copa do Mundo, que ocorre nos EUA, Canadá e México, tem sido palco de tensões diplomáticas e questionamentos sobre a segurança do evento.



