ONU altera regras de financiamento para lidar com crise orçamentária
ONU altera regras de financiamento para crise orçamentária

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a alteração de suas regras de financiamento como medida para lidar com a grave crise orçamentária que enfrenta. A decisão foi tomada durante uma assembleia extraordinária em Nova York, onde os 193 países-membros votaram a favor de um pacote de reformas que inclui a redução de custos operacionais e a revisão das contribuições obrigatórias.

Detalhes das novas regras

De acordo com o secretário-geral da ONU, António Guterres, as novas regras visam equilibrar as contas da organização, que acumula um déficit de US$ 1,2 bilhão. Entre as medidas aprovadas, está a redução de 15% nos gastos com pessoal e a eliminação de cargos considerados não essenciais. Além disso, os países-membros terão que revisar suas contribuições anuais, com um aumento médio de 5% para as nações mais ricas.

"Precisamos agir agora para garantir a sustentabilidade financeira da ONU. Essas reformas são dolorosas, mas necessárias para que possamos continuar cumprindo nosso mandato", afirmou Guterres em discurso após a votação.

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Impacto nas operações

A crise orçamentária já vinha afetando as operações da ONU, com cortes em programas de ajuda humanitária e missões de paz. Com as novas regras, espera-se uma economia anual de cerca de US$ 800 milhões. No entanto, críticos apontam que a redução de pessoal pode comprometer a eficiência da organização. "Estamos sacrificando o futuro em nome de cortes de curto prazo", alertou a representante do Brasil na assembleia, embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Reações dos países-membros

A aprovação das reformas contou com o apoio de 150 países, enquanto 30 votaram contra e 13 se abstiveram. Os Estados Unidos, maior contribuinte da ONU, elogiaram a medida. "É um passo na direção certa para uma gestão mais responsável dos recursos", disse a embaixadora americana, Linda Thomas-Greenfield. Já países em desenvolvimento expressaram preocupação com o aumento das contribuições. "Não podemos arcar com mais encargos sem contrapartidas claras", afirmou o representante da Índia.

Próximos passos

As novas regras entrarão em vigor em janeiro de 2027, com um período de transição de seis meses para adaptação. A ONU também criará um comitê de supervisão orçamentária para monitorar a implementação das medidas. Guterres pediu união aos países-membros: "Somente com cooperação poderemos superar esta crise e fortalecer o multilateralismo".

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