Espanha registra 1.028 mortes por calor extremo em junho de 2026
A Espanha enfrentou uma onda de calor extrema em junho de 2026, resultando em 1.028 mortes, segundo o sistema de monitoramento MoMo. O número de vítimas mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, quando o país já havia registrado recordes históricos de temperatura.
Junho foi o segundo mês mais quente da história
De acordo com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), junho de 2026 foi o segundo junho mais quente já registrado no país, com temperaturas médias 3,2°C acima do normal para o mês. O calor extremo afetou especialmente as regiões centro e sul, onde os termômetros ultrapassaram 45°C em várias localidades.
Primeiro semestre de 2026 quebra recorde de calor
A Aemet informou que o primeiro semestre de 2026 foi o mais quente já registrado na Espanha, evidenciando uma tendência preocupante de aquecimento. “Os dados são alarmantes e mostram que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas”, afirmou um porta-voz da agência.
Sistema MoMo registra excesso de mortalidade
O sistema MoMo, que monitora a mortalidade por todas as causas, detectou um excesso de óbitos durante a onda de calor. Em junho, foram contabilizadas 1.028 mortes atribuíveis ao calor, contra 450 no mesmo mês de 2025. As autoridades de saúde recomendam hidratação constante e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes.
Impacto em toda a Europa
A onda de calor também atingiu outros países europeus, como Áustria e França, com temperaturas recordes. Na Áustria, mulheres se refrescam em aspersores de água em Viena, conforme imagem divulgada pela agência AFP. A situação levanta alertas sobre os efeitos das mudanças climáticas no continente.



