Irã anuncia fechamento do estreito de Ormuz e acusa EUA e Israel de quebra de acordo
Irã fecha estreito de Ormuz e acusa EUA e Israel

O regime iraniano anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, a principal rota marítima do petróleo mundial, alegando que Estados Unidos e Israel violaram o memorando de entendimento firmado na quarta-feira (17) entre Washington e Teerã. Relatos vindos do Golfo indicam que a travessia de alguns navios foi interrompida, e a Guarda Revolucionária Islâmica alertou que as embarcações estariam em risco se se aproximassem.

EUA contestam fechamento e citam tráfego intenso

O Comando Central Americano, por sua vez, afirmou que navios mercantes estão atravessando o estreito normalmente. Só neste sábado, 55 embarcações cruzaram a região, transportando mais de 17 milhões de barris de petróleo para os mercados globais, segundo a autoridade militar dos EUA.

Acordo preliminar e ida de negociadores à Suíça

O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã prevê a suspensão do bloqueio naval americano em troca da reabertura do estreito, que foi fechado à navegação por Teerã logo após o início do conflito, em fevereiro, provocando uma disparada no preço da energia. Apesar do revés, o Irã disse que negociadores estão a caminho da Suíça para avançar com as conversas para encerrar a guerra. Entre eles, o ministro do Exterior, Abbas Araghchi, além de funcionários do Banco Central iraniano e do setor petrolífero.

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Falando na rede Fox News, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que Jared Kushner, genro de Donald Trump, e Steve Witkoff, enviado especial, já estão na Suíça. E que ele mesmo espera partir em breve para as reuniões. O Paquistão, que assumiu o papel de mediador, disse que as conversas começam neste domingo (21).

Cessar-fogo no Líbano é violado

Enquanto isso, no Líbano, o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi violado menos de 24 horas depois de ter entrado em vigor. Durante a noite e a manhã deste sábado, novos ataques israelenses mataram pelo menos 27 pessoas no sul do território libanês. As Forças Armadas de Israel afirmam que permanecem comprometidas com a trégua, mas que agiram em resposta aos foguetes lançados pelo grupo extremista, que mataram um militar israelense e feriram outros treze.

O Irã insiste que o fim da guerra no Líbano faz parte do acordo firmado com os Estados Unidos. Mas, como nem Israel nem o Hezbollah participaram do memorando de entendimento, a trégua parece ainda mais frágil.

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