A 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Luque, no Paraguai, em 30 de junho de 2026, foi marcada por críticas à 'assimetria entre países-membros' e pela disposição do bloco em colaborar com a Venezuela 'em tudo' após os terremotos que deixaram mais de 1.900 mortos no país caribenho.
Críticas à assimetria interna
O presidente paraguaio, Santiago Peña, anfitrião do encontro, destacou as desigualdades existentes entre os membros do bloco. 'Precisamos reconhecer a assimetria que existe entre nossos países e trabalhar para reduzir essas diferenças', afirmou Peña, que também cobrou 'resultados concretos' nas negociações do acordo comercial com a União Europeia.
Minuto de silêncio pelas vítimas na Venezuela
Em solidariedade ao povo venezuelano, os líderes presentes fizeram um minuto de silêncio em memória das mais de 1.900 pessoas mortas nos terremotos que atingiram o país. O Mercosul se colocou à disposição para ajudar a Venezuela 'em tudo que for necessário', segundo declaração conjunta divulgada ao final da cúpula.
Disposição para colaborar
A declaração final do encontro reafirmou o compromisso do bloco com a cooperação humanitária e a reconstrução da Venezuela. 'Estamos prontos para colaborar em tudo que for preciso para superar essa tragédia', disse o presidente do Paraguai. A cúpula também discutiu temas como integração regional e comércio, mas o foco principal foi a crise venezuelana.



