Lula cobra Conselho de Segurança da ONU por fim da guerra na Ucrânia
Lula cobra Conselho de Segurança da ONU por fim da guerra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar, nesta quarta-feira (17), os cinco países que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após a reunião da Cúpula do G7, em Genebra (Suíça).

Lula critica prolongamento do conflito

“Já acho, há um ano, que essa guerra está na hora de acabar, ela já não tem nenhuma novidade. Todo mundo sabe que tá todo mundo cansado, que os torcedores da Ucrânia e do Putin já estão cansados, aqueles que financiaram já estão cansados”, afirmou o presidente.

Lula também comentou sobre a reunião que teve com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a cúpula realizada em Évian-les-Bains. O brasileiro classificou o encontro como a “melhor conversa” já tida pelos dois líderes. Segundo Lula, pela primeira vez, ele sentiu que Zelensky estava com “disposição” para encontrar uma solução para o conflito, que se estende desde 2022.

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Zelensky quer cessar-fogo para negociar paz

De acordo com o presidente brasileiro, Zelensky manifestou interesse em um cessar-fogo para discutir a paz, o que Lula considera “justo”. O petista se comprometeu a ligar para os integrantes do Conselho de Segurança da ONU para discutir o fim da guerra.

“Assumi o compromisso de, outra vez, fazer o que eu já fiz e ligar para todos os membros do Conselho de Segurança da ONU. Eles são os responsáveis por garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro e só eles podem dar”, afirmou o presidente.

Participação no G7 e outros temas

Lula participou da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, iniciada na terça-feira (16). Nas reuniões em que esteve presente, o presidente discutiu o avanço da inteligência artificial e o desenvolvimento econômico de países emergentes.

Durante a estadia na cúpula, Lula também criticou comentários feitos pelo presidente dos Estados Unidos sobre a situação política no Brasil, afirmando que Trump não deve “se meter” nas eleições brasileiras.

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