Uma década após o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, milhares de pessoas são esperadas neste sábado (20) em Londres para participar da IV Marcha Nacional pela Reintegração. O ato acontece três dias antes do aniversário da consulta popular realizada em 23 de junho de 2016, que deu início ao processo que culminou na saída formal dos britânicos do bloco europeu.
Mobilização e percurso
A mobilização prevê a concentração dos participantes nas proximidades da estação de metrô Temple, seguida de uma caminhada até a Parliament Square, praça localizada ao lado do Parlamento britânico. Os organizadores afirmam que a manifestação busca marcar os dez anos do Brexit e demonstrar o apoio de parte da população a uma relação mais próxima entre Londres e Bruxelas.
Movimento pró-integração permanece ativo
Segundo os promotores do evento, a marcha pretende evidenciar que o movimento favorável à integração europeia permanece ativo mesmo após a concretização do Brexit. Em comunicado divulgado para convocar os participantes, os organizadores destacaram que a iniciativa busca mostrar que ainda existe uma parcela significativa da sociedade britânica favorável ao fortalecimento dos laços com a União Europeia.
“Não se trata de reviver velhos debates, mas de olhar para o futuro e para as oportunidades das próximas gerações”, afirmam os responsáveis pela manifestação.
Mobilização nas redes sociais
Além da participação presencial, os organizadores incentivaram apoiadores a divulgar mensagens nas redes sociais por meio da hashtag #RejoinEU, utilizada por grupos que defendem uma maior aproximação entre o Reino Unido e a União Europeia.
Contexto do Brexit
O ato ocorre em um momento em que os efeitos do Brexit continuam sendo discutidos no país, tanto sob a perspectiva econômica quanto política e social. Para os organizadores, a marcha representa uma oportunidade de demonstrar que o debate sobre o papel do Reino Unido na Europa permanece vivo e que ainda há cidadãos que defendem a reconstrução de vínculos mais estreitos com o bloco europeu, dez anos após a votação que redefiniu o rumo político do país.



