Capixaba de 22 anos morre afogado em lago nos Estados Unidos
Jovem capixaba morre afogado nos EUA; família busca recursos

O capixaba Gabriel Barbosa da Silva, de 22 anos, morreu afogado na segunda-feira (15) no Lago Wakeby, em Mashpee, Massachusetts, nos Estados Unidos. Natural de Águia Branca, no Noroeste do Espírito Santo, o jovem havia saído com amigos para se refrescar após um dia de calor intenso quando se afogou.

Vida nos Estados Unidos

Segundo a família, Gabriel morava nos EUA há quase três anos e trabalhava com corte de árvores. Ele deixou o Espírito Santo em busca de melhores oportunidades e sonhava em construir uma vida melhor para a mãe, que enfrenta problemas de saúde. O primo do jovem, Jeanderson Cândido Souza, contou ao g1 que Gabriel trabalhava na área rural antes de viajar e decidiu tentar a vida no exterior após a morte da avó, que o criou desde os três anos.

"Depois que a avó faleceu, ele se viu na obrigação de cuidar da mãe e proporcionar uma vida melhor para os dois. Ele dizia que a situação estava difícil no campo e queria fazer um pé de meia para voltar ao Brasil no futuro", relatou o primo. De acordo com a família, Gabriel era conhecido como um rapaz simples, trabalhador e dedicado. Nos Estados Unidos, trabalhava praticamente todos os dias para economizar e realizar o sonho de retornar ao Espírito Santo com estabilidade financeira.

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Circunstâncias da morte

Jeanderson contou que a notícia da morte chegou durante a madrugada, por meio de amigos brasileiros que vivem na região. "Eles disseram que, depois do trabalho, ele foi ao lago com colegas para se refrescar. Acreditam que ele estava muito cansado e acabou se afogando quando tentava voltar para a margem", afirmou. O primo destacou que Gabriel sabia nadar e acredita que ele tenha passado mal ao tentar retornar.

Campanha para traslado do corpo

Agora, a família aguarda a liberação do corpo pelas autoridades americanas para iniciar o traslado ao Brasil. Sem conhecer os procedimentos e diante do alto custo, parentes e amigos iniciaram uma campanha para arrecadar cerca de R$ 50 mil para custear o traslado internacional e o sepultamento. "A gente só quer trazer ele para casa e se despedir. Era um menino trabalhador, que só queria cuidar da mãe", disse o primo. Enquanto isso, um amigo de Gabriel que mora nos EUA auxilia a família no contato com as autoridades locais e na liberação da documentação necessária.

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