Os Estados Unidos impuseram sanções contra dois brasileiros acusados de operar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de US$ 30 milhões em bancos americanos, com recursos provenientes do tráfico de drogas. Victor Henrique Shimada e Stella Nunes foram denunciados em dezembro de 2025 na Flórida, em um caso que não menciona o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas aponta um fornecedor mexicano como origem das drogas.
Detalhes da denúncia e conexão mexicana
De acordo com a denúncia apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA, o esquema envolvia a lavagem de lucros do tráfico de drogas por meio de contas bancárias nos Estados Unidos. A investigação do FBI identificou Manuel Garcia-Urrea, um cidadão mexicano, como o principal fornecedor das substâncias ilícitas. Shimada e Nunes são acusados de atuar como intermediários financeiros, utilizando criptomoedas para ocultar a origem dos recursos.
“Os réus teriam utilizado empresas de fachada e transações em criptomoedas para movimentar os valores de forma clandestina”, afirma a denúncia. O caso foi investigado conjuntamente pela Força-Tarefa de Crimes Financeiros do FBI e pela Administração Antidrogas (DEA).
Sanções e consequências legais
As sanções impostas pelos EUA incluem o congelamento de ativos e a proibição de transações financeiras com cidadãos ou entidades americanas. Shimada e Nunes agora aguardam as sentenças, que podem incluir penas de prisão que variam de 10 a 20 anos, além de multas milionárias.
O caso ganhou destaque por envolver brasileiros em um esquema internacional de lavagem de dinheiro, sem ligação direta com facções criminosas brasileiras, como o PCC. Especialistas apontam que a rota do tráfico de drogas entre México e Estados Unidos frequentemente utiliza intermediários de outros países para dificultar o rastreamento.
Impacto e contexto
O esquema desmantelado pelo FBI representa um golpe significativo nas finanças do tráfico internacional. A utilização de criptomoedas, como Bitcoin, tem se tornado cada vez mais comum entre criminosos para lavar dinheiro, devido ao anonimato relativo. “Este caso demonstra a importância da cooperação internacional para combater crimes financeiros transnacionais”, afirmou um porta-voz do FBI.
As autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, mas a expectativa é que possam colaborar com as investigações. A defesa dos acusados não foi localizada para comentários.



