A ação militar dos Estados Unidos e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro. O Pentágono agora precisa de US$ 80 bilhões para cobrir os custos do conflito, encerrado nesta semana após quase quatro meses, e outras despesas militares, conforme reportagem do Wall Street Journal.
Valor informado a parlamentares
O montante foi informado pelo vice-secretário de Defesa dos EUA, Stephen Feinberg, a parlamentares norte-americanos. O valor é quase três vezes superior à estimativa divulgada pelo Pentágono em maio, de US$ 29 bilhões.
Acordo de paz
Na quarta-feira (17), os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram o acordo de paz na guerra do Oriente Médio, após quatro meses de conflito.
Preocupações no Congresso
Os parlamentares norte-americanos estão preocupados com os custos da guerra iniciada em fevereiro e pressionam o governo a apresentar o valor total com detalhamento dos gastos. Há também receio de que os militares tenham utilizado munições valiosas que seriam importantes para os EUA em outras operações.
Recursos se esgotando
Segundo o jornal, líderes do Pentágono já haviam comunicado que os recursos estavam acabando e que o país poderia ficar desassistido ainda neste verão (no Hemisfério Norte) caso o Congresso não aprovasse uma lei de gastos emergenciais para a guerra. O comunicado alertava que as Forças Armadas teriam que reduzir exercícios militares de treinamento e outras prioridades.
Aumento de custos
Nos últimos meses, os militares tiveram um aumento relevante nos custos devido às diversas operações em que os EUA estão envolvidos, como a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e os ataques a embarcações no Oceano Pacífico, em uma operação contra o tráfico de drogas.
Pedido suplementar de recursos
Ainda segundo a apuração do Wall Street Journal, um pedido suplementar de recursos, com fundos para o Pentágono e outras demandas da Defesa, pode ser enviado aos parlamentares nos próximos dias. O orçamento anual de 2026 do Pentágono é de US$ 1 trilhão, e qualquer ampliação precisaria ser aprovada pelo escritório de Gestão e Orçamento (OMB), órgão responsável por analisar gastos federais, antes de ir ao Congresso.
Confiança do Pentágono
Para as fontes ouvidas pelo jornal, o Pentágono demonstrou confiança no plano. O vice-secretário de Defesa teria comunicado os parlamentares com quem conversou nos últimos dias. Essas ligações ocorreram paralelamente a reuniões entre o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e senadores republicanos. Hegseth teria mencionado novos pedidos de financiamento.
Resistência esperada
Caso o governo realmente faça o pedido, deve enfrentar resistência, com alguns congressistas já declarando que votarão contra.



