Quase cem guerrilheiros na Colômbia entregaram suas armas como parte de um acordo com o presidente Gustavo Petro, marcando o maior avanço da política de 'paz total' do governo. O ato ocorre poucos dias antes das eleições presidenciais, nas quais o sucessor de Petro será escolhido.
Detalhes do acordo
Os guerrilheiros, membros do grupo Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB), entregaram suas armas em uma cerimônia simbólica no sul do país. O acordo foi firmado com o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, que tem como uma de suas principais bandeiras a pacificação do país.
Os combatentes são dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que assinaram um acordo de paz em 2016. Desde então, alguns grupos rejeitaram o pacto e continuaram ativos. Agora, com o novo acordo, esperam consolidar sua reintegração à vida civil.
Contexto político
A entrega de armas acontece em um momento crucial para a Colômbia, às vésperas das eleições presidenciais. A política de 'paz total' de Gustavo Petro busca negociar com todos os grupos armados do país, mas enfrentou desafios e tentativas frustradas de diálogo com outras organizações.
Os guerrilheiros permanecem em uma zona especial no sul da Colômbia, onde aguardam a implementação de medidas de segurança e desenvolvimento econômico prometidas pelo governo. A expectativa é que o acordo sirva de modelo para futuras negociações com outros grupos armados.



