A aprovação do fim da jornada de trabalho 6×1 pode gerar impactos significativos para empresas e para a economia do país, alerta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade defende que eventuais mudanças na carga horária devem ocorrer por meio de negociação coletiva, e não por imposição legal, e destaca possíveis efeitos negativos sobre o emprego, os custos operacionais e a produtividade.
Impactos no mercado de trabalho
Segundo a CNC, a redução da jornada sem a devida contrapartida pode levar a um aumento nos custos trabalhistas, o que, em um cenário de recuperação econômica, poderia desestimular a contratação de novos funcionários. A entidade ressalta que setores como comércio e serviços, que dependem de horários extensos para atender a demanda, seriam os mais afetados.
Negociação coletiva como alternativa
A CNC propõe que as mudanças na jornada sejam discutidas caso a caso, por meio de acordos entre empregadores e empregados, respeitando as particularidades de cada setor. A entidade argumenta que a flexibilidade é essencial para manter a competitividade e evitar demissões em massa.
O debate sobre a jornada 6×1 tem mobilizado empresas, trabalhadores e parlamentares em todo o país. Enquanto defensores da proposta apontam benefícios para a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos alertam para os riscos econômicos. A CNC reforça que é preciso cautela para não comprometer a geração de empregos e a produtividade nacional.



