Dólar forte ameaça emergentes, mas Brasil resiste melhor, diz BofA
Dólar forte ameaça emergentes, mas Brasil resiste melhor

O Bank of America (BofA) divulgou relatório afirmando que o dólar forte ameaça ações de mercados emergentes, mas o Brasil pode resistir melhor que outros países. Segundo o banco, a combinação de juros elevados, superávit comercial robusto e exposição limitada a fluxos de capital especulativo torna o país mais resiliente.

Cenário global pressiona emergentes

O fortalecimento do dólar, impulsionado pela política monetária restritiva do Federal Reserve e pela aversão ao risco global, tem pressionado moedas e ativos de emergentes. O BofA destaca que o índice MSCI de emergentes caiu 8% no último mês, enquanto o dólar subiu 3% contra uma cesta de moedas.

Brasil se destaca

“O Brasil está em posição relativamente confortável”, afirma o relatório. “Com a Selic em 13,75% e um superávit comercial de US$ 50 bilhões em 12 meses, o país atrai investidores em busca de carry trade e tem menor dependência de capital externo.” O banco recomenda exposição seletiva a ações brasileiras, especialmente em setores exportadores.

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Riscos e cautela

Apesar do otimismo relativo, o BofA alerta para riscos fiscais e políticos. “A incerteza sobre o arcabouço fiscal e as eleições de 2026 podem limitar a valorização”, diz o texto. O banco também vê risco de contágio se a crise em outros emergentes se agravar.

O relatório conclui que investidores devem manter cautela, mas o Brasil oferece oportunidades em meio à turbulência global.

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