A Allianz está "muito perto" de alcançar o objetivo de triplicar o lucro das operações no Brasil até 2027, segundo o presidente da seguradora no País, Eduard Folch. A meta faz parte de um plano estratégico baseado nos resultados de 2023, quando a empresa lucrou R$ 120,672 milhões no mercado brasileiro. A companhia também pretende dobrar o faturamento no mesmo período.
Lucro recorde em 2025
Em 2025, a Allianz Brasil registrou lucro líquido recorde de R$ 287,635 milhões, um crescimento de 138% em relação a 2023. O faturamento com prêmios avançou 35% no período, totalizando R$ 11,9 bilhões. Para este ano, a expectativa é de que as receitas cresçam cerca de 14%, de acordo com Folch.
Seguro de automóveis como carro-chefe
O seguro de automóveis continua sendo o principal produto, representando cerca de 65% do faturamento. A empresa quer recuperar a terceira posição no ranking de participação de mercado do segmento, após fechar o ano passado na quarta colocação. "Mas nós também queremos diversificar a companhia e crescer em outras linhas de negócios", ressaltou Folch, que nesta semana integrou uma delegação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) em eventos em Londres.
Diversificação e seguro rural
Entre os destaques, Folch cita os ramos residencial, empresarial, agronegócio e vida. No seguro rural, a arrecadação cresceu cerca de 11% entre janeiro e abril de 2026, comparado ao mesmo período de 2025. Enquanto isso, o mercado como um todo registrou contração de 7,5% no período, descontada a inflação, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
O desempenho do seguro rural tem sido pressionado pelos cortes na subvenção pública. O governo bloqueou R$ 461,7 milhões do programa de subsídios, de pouco mais de R$ 1 bilhão previstos no orçamento original de 2026. Folch reconhece que as restrições causam incertezas, mas afirma que a Allianz consegue continuar crescendo porque trabalha próximas às cooperativas de crédito.
Nova estratégia de marketing
Para reforçar a diversificação, a Allianz reformulou seu posicionamento de marketing após encerrar o contrato de naming rights da arena do Palmeiras, em São Paulo, agora chamada Nubank Parque. Folch disse que o grupo pretende ampliar a presença da marca em eventos esportivos, culturais e comunitários pelo País, em uma estratégia de regionalização. "Times, torneios, eventos culturais locais: é isso que estamos procurando", comentou.



