Starmer pede desculpas por 185 mil adoções forçadas no Reino Unido
Starmer pede desculpas por adoções forçadas no Reino Unido

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apresentou nesta quinta-feira (2) um pedido oficial de desculpas pelas mais de 185 mil adoções forçadas de crianças nascidas de mães solteiras ao longo de décadas após a Segunda Guerra Mundial. Em discurso no Parlamento, Starmer classificou o escândalo como uma 'mancha' na história do país e expressou arrependimento profundo.

Número de vítimas e contexto histórico

Entre o fim da década de 1940 e meados da de 1970, estima-se que mais de 185 mil bebês nascidos de mães solteiras no Reino Unido foram separados delas e entregues à adoção. Muitas vezes, a separação ocorria sob intensa pressão exercida por hospitais, serviços sociais, organizações de caridade e entidades religiosas. As mulheres eram convencidas ou coagidas a entregar seus filhos, sob o argumento de que não eram aptas para criá-los ou de que a criança teria um futuro melhor com uma família em matrimônio. Muitas mães relataram que mal puderam ver seus bebês antes de serem entregues à adoção.

Pedido de desculpas e reconhecimento

'Estamos profunda e sinceramente arrependidos em relação às mães a quem disseram que não eram aptas para criar seus filhos, às quais foram impedidas de cuidar dos filhos que tanto desejavam e que carregaram essa perda durante décadas', declarou Starmer perante o Parlamento. Ele acrescentou: 'A vergonha não pertence a vocês. Nunca pertenceu. Ela pertence a nós. Digo isso em nome de todo o país e digo a todas as pessoas afetadas: lamentamos profunda e sinceramente'.

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Investigação e recomendações

Uma investigação independente concluiu que as práticas constituíram uma grave injustiça e recomendou que o governo apresentasse um pedido oficial de desculpas. Antes do discurso, Starmer se reuniu em sua residência oficial de Downing Street com mães e filhos vítimas das adoções forçadas, elogiando sua 'extraordinária coragem'.

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