Terremotos na Venezuela: os desastres sísmicos mais mortais da América Latina
Terremotos na Venezuela: desastres sísmicos mais mortais

Os recentes terremotos na Venezuela, que deixaram centenas de mortos e destruíram bairros inteiros, reacendem a memória de tragédias sísmicas que marcaram a América Latina no último século. A região, situada em zonas de intensa atividade tectônica, já viu dezenas de milhares de pessoas perderem a vida em abalos que transformaram cidades em ruínas.

Terremoto no México (2017): quase 500 mortos

Em 19 de setembro de 2017, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o centro do México, matando 468 pessoas e ferindo mais de 6 mil. O epicentro foi localizado perto de Atenco, no estado de Puebla, a cerca de 120 km da Cidade do México. Dezenas de edifícios desabaram, incluindo escolas e hospitais, gerando uma onda de solidariedade internacional. O tremor ocorreu exatamente 32 anos após o devastador terremoto de 1985, que matou milhares.

Equador (2016): mais de 650 mortos

Em 16 de abril de 2016, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a costa do Equador, causando a morte de 663 pessoas e deixando mais de 27 mil feridos. As províncias de Manabí e Esmeraldas foram as mais afetadas, com cidades inteiras destruídas. O presidente equatoriano à época, Rafael Correa, declarou estado de exceção e mobilizou as Forças Armadas para auxiliar no resgate. O custo da reconstrução foi estimado em mais de US$ 3 bilhões.

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Chile (2010): 523 vítimas fatais

Em 27 de fevereiro de 2010, o Chile foi sacudido por um terremoto de magnitude 8,8, um dos mais fortes já registrados no mundo. O abalo matou 523 pessoas e gerou um tsunami que varreu cidades costeiras, como Constitución e Talcahuano. Mais de 2 milhões de chilenos ficaram desabrigados. A presidente Michelle Bachelet decretou estado de catástrofe e pediu ajuda internacional. O terremoto também provocou um deslocamento do eixo terrestre e encurtou o dia em 1,26 microssegundos.

Peru (2007): 596 mortos

Em 15 de agosto de 2007, um terremoto de magnitude 8,0 atingiu a costa central do Peru, matando 596 pessoas e ferindo mais de 2 mil. A cidade de Pisco foi a mais atingida, com 70% de suas construções destruídas. O presidente Alan García declarou estado de emergência e enviou tropas para ajudar nos resgates. O abalo também gerou um tsunami que atingiu a costa peruana.

Haiti (2010): mais de 200 mil mortos

O terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti, de magnitude 7,0, foi o mais mortal da história da América Latina, com estimativas de 220 mil a 316 mil mortos. O epicentro foi a 25 km de Porto Príncipe, causando destruição total em grande parte da capital. Mais de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas. A resposta internacional foi maciça, mas a recuperação foi lenta e marcada por uma epidemia de cólera.

Venezuela: o mais recente capítulo

Os terremotos de junho de 2026 na Venezuela, com epicentro no estado de La Guaira, a noroeste de Caracas, já deixaram centenas de mortos e milhares de feridos, segundo as autoridades locais. Imagens mostram pilhas de escombros de prédios destruídos, como o bairro de Los Corales. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou estado de calamidade pública e solicitou ajuda internacional. A tragédia expõe a vulnerabilidade sísmica de uma região que, apesar de conhecer bem o risco, ainda luta para construir resiliência.

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