Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela no início da noite de quarta-feira (24), deixando mais de 160 mortos e quase mil feridos, segundo autoridades locais. Os tremores derrubaram prédios, destruíram parcialmente o aeroporto de Caracas e causaram cenas de terror em diversas cidades venezuelanas. Sites locais de rastreamento apontam milhares de desaparecidos.
Detalhes dos terremotos
O primeiro terremoto, de magnitude 7,3 na escala Richter, ocorreu às 18h30 (horário local), seguido por um segundo tremor de magnitude 6,8 cerca de 20 minutos depois. O epicentro foi localizado a 45 km ao norte de Caracas, a uma profundidade de 10 km. A Defesa Civil venezuelana confirmou que os abalos foram sentidos em pelo menos 12 estados do país.
Impacto e destruição
Na capital, Caracas, diversos prédios desabaram, incluindo um edifício residencial de 15 andares no bairro de Altamira. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi parcialmente destruído, com o desabamento de uma das pontes de embarque e rachaduras na pista principal. Em Valencia, uma ponte rodoviária desabou, deixando veículos presos nos escombros.
“Nunca vi nada igual. Foi como se o chão tivesse sumido debaixo dos meus pés”, relatou María González, moradora de Caracas, em entrevista à emissora local Globovisión. O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e mobilizou equipes de resgate, mas a falta de combustível e a destruição de estradas dificultam o acesso às áreas mais afetadas.
Números de vítimas e desaparecidos
Até o momento, foram confirmadas 162 mortes e 980 feridos, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, organizações não governamentais estimam que o número de desaparecidos possa chegar a 5 mil. O governo ainda não divulgou uma estimativa oficial de desaparecidos. A Defesa Civil alerta que o número de vítimas pode aumentar à medida que os escombros são removidos.
Reações e ajuda internacional
O presidente Nicolás Maduro discursou em cadeia nacional, pedindo calma à população e anunciando a criação de um comitê de crise. “Estamos mobilizando todos os recursos disponíveis para atender os feridos e resgatar os desaparecidos”, afirmou. A vizinha Colômbia ofereceu ajuda humanitária, enquanto os Estados Unidos manifestaram solidariedade às vítimas. A ONU informou que está pronta para enviar equipes de assistência técnica, caso solicitado.



