Terremoto na Venezuela: provedores liberam redes sociais após pressão
Terremoto na Venezuela: provedores liberam redes sociais

Após os terremotos que atingiram a Venezuela, provedores de internet no país liberaram o acesso a redes sociais, antes bloqueadas, como medida para facilitar a comunicação durante a emergência. A estatal Cantv anunciou que oferecerá serviços gratuitos por 48 horas. A decisão ocorre após forte pressão de especialistas e organismos internacionais, que defendem o desbloqueio total das redes e meios de comunicação no país.

Medidas emergenciais e pressão internacional

De acordo com informações oficiais, a liberação foi motivada pela necessidade de permitir que a população se comunique e obtenha informações sobre os danos e as áreas de risco. A Cantv, principal provedora estatal, comunicou que a gratuidade do serviço visa ajudar nas operações de resgate e na localização de desaparecidos. Especialistas da ONU têm pressionado o governo venezuelano para que o desbloqueio seja total e permanente, argumentando que o acesso à informação é crucial em situações de desastre.

Impacto do terremoto e resposta humanitária

Os terremotos causaram destruição significativa, especialmente no estado de La Guaira, onde prédios desabaram e equipes de resgate trabalham nos escombros. A ajuda internacional começa a chegar, com países vizinhos enviando suprimentos e equipes especializadas. A crise econômica e política que o país enfrenta agrava a situação, dificultando a logística e a distribuição de recursos.

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Moradores de Catia La Mar, uma das áreas mais atingidas, foram vistos procurando sobreviventes e tentando recuperar pertences entre os escombros. "Estamos desesperados, precisamos de água e comida", disse um residente local à imprensa. O governo ainda não divulgou números oficiais de vítimas, mas estima-se que dezenas de pessoas tenham morrido.

Reações e próximos passos

A liberação das redes sociais foi recebida com cautela por ativistas, que temem que a medida seja temporária e que o bloqueio seja restabelecido após a emergência. Organizações de direitos humanos pedem que o governo aprove uma lei garantindo o acesso irrestrito à internet. Enquanto isso, equipes de resgate continuam as buscas, e a população se organiza em mutirões para limpar os escombros.

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